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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

As Bruxas do Bem



Há algum tempo a palavra bruxa perdeu sua conotação negativa – filmes, seriados, revistas em quadrinhos e diversas outras fontes contribuem para a apagar a imagem clássica (e negativa) das bruxas feias e más. Vivemos a era das bruxas belas e bondosas, como Sandra Bullock e Nicole Kidman no filme "Da Magia à Sedução", das irmãs Haliwell no seriado "Charmed", das garotas dos quadrinhos W.I.T.C.H. - e vem aí a nova novela global...

A BRUXARIA É DO BEM.
E não poderia ser diferente – afinal, imagine uma filosofia que nos ofereça a chance de entendermos quem somos, de onde viemos e para onde vamos... um caminho espiritual que nos devolve o comando sobre nossas vidas e nos ajuda a entender nosso papel no mundo... uma filosofia capaz de integrar nossas essências física, mental e espiritual, um modo de vida no qual o Masculino e o Feminino se equilibram, se harmonizam e se completam – tudo isso é o que a Bruxaria oferece.

DE ONDE VEM A BRUXARIA?
O termo bruxaria é usado para descrever muitas coisas, mas o que chamamos de "Bruxaria Moderna" possui elementos cujas origens se perdem na noite dos tempos. É uma espiritualidade notadamente xamânica e, portanto, universal – qualquer pessoa, em qualquer lugar do planeta, pode entender e desfrutar da bruxaria moderna. Isso porque, apesar desses elementos ancestrais, a Bruxaria é uma religião perfeitamente alinhada com nossos tempos e nossas necessidades atuais.

BRUXARIA: UMA ESPIRITUALIDADE PARA O AGORA
A Bruxaria vê a natureza como sagrada – suas práticas vêm da compreensão dos ciclos da Natureza e do entendimento que todo o universo é vivo e, portanto, sagrado.
Através de seus ensinamentos, a Bruxaria nos mostra como viver em harmonia com a natureza – tanto a do ambiente quanto a nossa própria natureza interior. Portanto, a Bruxaria pode se descrita como uma " Espiritualidade Verde".
Nada mais importante, em tempos de aquecimento global e de tanta agressão ao meio-ambiente.

Ademais, a bruxaria reconhece como princípios criadores do mundo o Feminino e o Masculino. É da união desses dois princípios que animais, plantas e, claro, o ser humano se reproduz. Praticamente tudo na natureza obedece a esse princípio. Como é uma religião pautada na reintegração do ser humano à Natureza, nada mais natural do que a Bruxaria ver o Divino como sendo tanto masculino quanto feminino – e esse equilíbrio é igualmente importante em nossos dias.

Assim, a Bruxaria alivia alguns dos mais angustiantes anseios da vida moderna, como a desigualdade ente sexos, a exploração predatória da natureza, o consumismo e o receio da morte.

SÓ QUEM CONHECE A MAGIA DA VIDA VIVE PLENAMENTE
Ao nos explicar a Magia da Natureza e de seus ciclos, a Bruxaria nos fornece algo que a maioria dos caminhos espirituais da atualidade nos nega: autonomia. A Bruxaria não possui Mandamentos nem tabus – ela mostra que, através da compreensão e da vivência dos mistérios da Vida, cada um de nós assume o controle e a responsabilidade pelo seu próprio Destino, ensinando-nos a viver magicamente.

MAS O QUE É A MAGIA? E COMO ELA PODE ME AJUDAR?
Podemos dizer que a prática da magia surgiu com a humanidade, mas sua energia já existia desde sempre. O Universo é mágico – o mundo em que vivemos, os ecossistemas, nosso organismo, as ervas e plantas, as estações do ano – tudo isso é potencialmente mágico.
Através do contato e da compreensão dessa magia, podemos de fato transformar nossas vidas, tornando-as mais plenas e integradas - tanto no nível pessoal quando no global.
Pautada nos conhecimentos de diversos povos ancestrais que viviam em harmonia com a Natureza, a Bruxaria põe de volta em nossas mãos a cura para muitos pontos de desequilíbrio de nossas vidas.

O QUE A BRUXARIA NOS TRAZ
É por tudo isso - e muito mais - que a Bruxaria Moderna atrai mais e mais pessoas que busquem uma nova forma de desenvolver sua espiritualidade, num caminho que nos oferece:
- Equilíbrio entre o masculino e o feminino;
- Integração com a Natureza e seus Ciclos;
- Compreensão dos mistérios da Vida, da Morte e do Renascimento;
- Conhecimentos de Magia, sua natureza e seus usos;
- Paz através da compreensão.
E precisa mais?

Claudio Quintino (Crow) é escritor, autor de "O Livro da Mitologia Celta" e "A Religião da Grande Deusa", e representante no Brasil da Druid Network (Inglaterra), maior entidade internacional de Druidismo. Há mais de quinze anos dedica-se ao estudo e à divulgação responsável de espiritualidades alternativas, tendo seu trabalho reconhecido academicamente no Brasil e também no exterior. Contato: claudiocrow@heramagica.com.br
Dia 21 de abril , Sábado das 11:30h às 14h - AULA ABERTA - BRUXARIA - A TRADIÇÃO MÁGICA DA TERRA - Veja mais em: www.heramagica.com.br
 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O Ego



      "O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.
      Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.
     Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce nesse mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu.
      Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também é o 'outro', também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa maneira que a criança cresce.
      Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma.
      Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz 'você é bonita', se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer.
      Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensa a seu respeito.
      E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo.
      Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas.
      O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não.
      O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.
      O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade.
      Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão.
      Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro...
      Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.
      A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível.
      E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade.
      Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz 'que linda criança! você é um motivo de orgulho para nós.' Você está dando um ego para ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala - ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado.
      O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente pedindo atenção.
      Você obtém dos outros a idéia de quem você é.  Não é uma experiência direta.
      É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de ninguém. Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele.
      Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade - o ego. Esse é algo falso -  é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo. Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você já não sabe quem você é.
      Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos.
      Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas...
      Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de "eu sou". Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos - porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser... É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca - a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo.
      Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa.
      E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo.
      Além da cerca você é, tal como você é dentro da cerca -  e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.
      Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido.
      Por um certo tempo, todos os limite ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto.
      Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas. Esse centro é a sua alma, o eu.
      Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade - essa é a própria ordem da existência.
      É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas...
      O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?
      O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser bem-aventurado com uma vida falsa?  E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer...
      E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.
      Tente entender isso. E comece a procurar o ego - não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro entrou em choque com alguém.
      Você esperava algo e isso não aconteceu. Você espera algo e justamente o contrário aconteceu - seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.
      As causas não estão fora de você.
      A causa básica está dentro de você - mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta: 'Quem está me tornando infeliz?' 'Quem está causando a minha raiva?' 'Quem está causando a minha angústia?'
      Se você olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro. A origem de toda a infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego.
      E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo - porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido.
      Mas lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego. Você não o pode abandonar. E se você tentar abandoná-lo, simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: 'tornei-me humilde'...
      Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria - então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece.
      E então você nunca diz: 'eu abandonei o ego'. Você simplesmente irá rir de toda essa história, dessa piada, pois você era o criador de toda essa infelicidade...
      É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.
      Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o observe.
      Não tenha pressa em abandoná-lo, simplesmente o observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo. Ele cai exatamente como uma folha seca.
      Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo... e então o verdadeiro centro surge.
      E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo. Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir."
                                                                                  OSHO, Além das Fronteiras da Mente.
Copyright © 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.

domingo, 6 de setembro de 2015

O homem apaixonado





Se você conheceu um homem apaixonado, verdadeiramente apaixonado, você conheceu o que há de melhor nesse mundo.
É fácil e comum, nos dias de hoje, encontrar uma mulher apaixonada. As mulheres parecem ter sido feitas para a paixão (ao menos é o que nos dizem desde que nascemos). Mas homens, esses foram feitos para as batalhas sangrentas do dia a dia, para as dificuldades financeiras, para a luta pela sobrevivência, para o silêncio de sentimentos (assim pensa a nossa sociedade).
Os homens foram tão massacrados de responsabilidades e estigmas de carregar o mundo nas costas, que nem se deram conta de sua própria necessidade de amor e paixão. Fingem tão bem não ligar, reduzem o amor a conquistas, a disputas, a objetivos práticos a serem alcançados que, assim que atingem tal objetivo, o objeto passa a não exercer o mesmo fascínio.
Tudo bem, é por aí. Mas e quando Cupido decide flechar de verdade o coração masculino? Como reage esse coração, tão pouco acostumado a sofrer por amor, a manter alguém 24 horas por dia em seu pensamento?
Gente, é lindo! É tão lindo quanto ver uma criança dando seus primeiros passos, ou vendo um passarinho dar seu primeiro vôos, ou como namorados dando seu primeiro beijo.
Ele (o homem) é pego de surpresa e reage de forma surpreendente. Torna-se vulnerável, emotivo, passa a prestar atenção em letras de músicas, em flores, em poemas, em vitrines, em praças, em crianças. Ele passa subitamente a gostar de lojas, de receitas, de moda e perfumaria. Fica entendido em cremes e cheiros, em livros, em drinques. Passa a ser Expert em assuntos exóticos. Acorda e dorme cantarolando. Isso tudo porque a amada tem seu mundo e é seu mundo.
O espelho passa a exercer atração. Geralmente muda o corte do cabelo, a barba e o bigode (tira, se tem, deixa crescer, se não tem). Fica vaidoso, sensível e bobinho. Adorável bobinho. Mas… esconde!
Ah, parece ser pecado se apaixonar!
Deve ser uma terrível gafe demonstrar sentimentos.
Aparentemente é condenável ser simplesmente humano.
Sabe aquela coisa do “lado feminino”? Balela. Não existe essa dicotomia. Todos temos de tudo dentro de nós. O poder, a beleza, o bem, o mal, o masculino e o feminino, o yin e o yang.
Mas esse homem apaixonado passa a ser exigente, a ter carências e vicissitudes. E se você souber manter essa chama acesa, souber lidar com esse homem enfeitiçado, será uma mulher abençoada, porque ele é capaz de tudo para ver você feliz.
Ah, esse homem não medirá esforços. Não haverá obstáculos capazes de detê-lo na empreitada da sua felicidade. Ele acordará com a força de um Hércules, a disposição de um atleta, a perseverança de um monge, e a fragilidade de uma criança.
Acolha-o. Sinta-o. Mime-o. Ame-o.
Deixe-o sentir seu amor fluir.
Alimente-o de afagos, de agrados, de elogios.
Mostre a ele a correspondência de sentimentos, mas não o prenda.
Deixe-o livre para escolher você, escolher estar com você, preferir você a qualquer coisa. Mas por vontade dele.
Creio que o erro de muitas mulheres é querer prender seu homem, controlar seus passos, cercá-lo não de afeto, mas de desconfiança.
O homem apaixonado é seu. Está apaixonado, encantado, tem um mundo novo e muitas das vezes não sabe lidar com ele.
Também fica inseguro, ciumento, quer agradar, quer inundá-la de carinhos, mas quer manter sua habitual liberdade.
E em nome desse novo amor, desse sentimento que o fragiliza tanto, talvez sufoque essa liberdade que sempre teve e que sempre foi-lhe ensinado assim. Mas isso, com o tempo, certamente o deixará limitado e cansado, levando a um desgaste no relacionamento.
Então, o que fazer?
Não há fórmulas. Não há receitas de bolo.
Há sim uma necessidade de entendimento, de espaço, de respeito mútuo.
Há que se lidar com a liberdade assim como se lida com a delicadeza da paixão.
Há que se estabelecer limites. O outro é o outro, você é você.
Não se pode amar ao outro se não se ama a si próprio.
O outro não é seu espelho e nem seu ideal e objetivo.
Nada de se anular em função do amor.
Essa é a diferença entre a mulher apaixonada e o homem apaixonado.
Ele não ama menos, não sente menos, não sofre menos por amor.
Apenas ele sempre teve sua individualidade. A sociedade o permitiu desde o início dos tempos, enquanto nós, mulheres, aos poucos vamos ganhando terreno na igualdade de direitos, inclusive o direito de se amar, o direito a seu espaço individual na relação a dois.
Sendo assim, ao dar de cara com um homem apaixonado, ao se apaixonar por ele, não abra mão de seu espaço, de sua individualidade, porque só assim poderá entender a postura dele e aproveitarão tudo o que a paixão e o amor correspondidos podem fornecer de forma sadia a ambos.
Curta seu homem, estrague-o de tanto amá-lo, e seja feliz!…

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Significado de Tulipas Vermelhas

Tulipas vermelhas são flores ornamentais do gênero liliáceas, formadas por uma única flor em cada haste, contendo seis pétalas e folhas alongadas, podendo atingir de 30 aTulipas vermelhas 60 cm de altura.
As tulipas vermelhas simbolizam o amor verdadeiro, o amor perfeito, o amor irresistível, o amor eterno. São muitas vezes oferecidas como presente no décimo primeiro aniversário de casamento (bodas de aço) representando a renovação para marcar a entrada na segunda década de união.
De acordo com o Feng Shui, as tulipas vermelhas possuem a propriedade de trazer fama ou fazer com que um indivíduo conquiste a fama de forma rápida. Além de poder atrair amor, muitos acreditam que esta flor também é capaz de atrair riqueza.
As tulipas são originárias da Turquia, mas foi na Holanda que elas mais se adaptaram, passando a ser um símbolo do país. Durante a primavera as tulipas formam grandes tapetes nos parques atraindo grande número de visitantes.
Existe uma lenda turca que explica o significado da tulipa vermelha. A lenda conta que Farhad, um príncipe, estava perdidamente apaixonado pela jovem Shirin. Um dia, Farhad foi informado que a sua amada tinha sido morta. Não aguentando a tristeza e a dor, o jovem príncipe decidiu terminar a sua vida, cavalgando para um precipício. Segundo a lenda, cada gota de sangue do príncipe fez nascer uma tulipa vermelha, simbolizando assim o amor verdadeiro.

O que é Amor Verdadeiro



Amor verdadeiro é aquele onde duas pessoas se amam, independente das situações e problemas que possam viver. O amor verdadeiro é aquele onde nada abala e que resiste a qualquer dificuldade e que o casal se une nos momentos ruins e celebra todos os momentos alegres juntos.
Amor verdadeiro é um tema muito discutido, muitas pessoas duvidam se ele realmente existe. Com a promiscuidade existente, muitas pessoas deixaram de acreditar no amor verdadeiro, e isso geralmente acontece depois de vivenciar experiências ruins, como traição, falta de confiança, humilhação etc.
Alguns afirmam que o amor verdadeiro só acontece quando as duas pessoas têm amor por elas próprias. De igual forma, o amor verdadeiro vai muito além do romantismo e do erotismo, é uma questão de empenho, trabalho, cuidado e um forte compromisso diário.
Muitas pessoas acreditam que o cada um constrói seu próprio amor verdadeiro, não existem padrões, existem as qualidades e exigências que fazem cada um feliz, de acordo com suas preferências e vontades.
O amor verdadeiro é diferente da paixão, ele não se concentra em coisas fúteis e pequenas, ele se preocupa com o grande, com os sentimentos, com os benefícios que o relacionamento traz, mas o amor verdadeiro não é necessariamente eterno. Muitas vezes um amor verdadeiro morre quando uma das partes envolvidas quebra a confiança existente.
Muitas vezes o amor verdadeiro está relacionado com temas religiosos ou com Deus, porque quem acredita em Deus, acredita que Ele é a fonte de amor, e demonstra um amor verdadeiro aos seres humanos.
É muito comum encontrar pessoas que sentem uma forte necessidade de encontrar o amor verdadeiro e expressar o amor verdadeiro que sentem por outra pessoa. Hoje em dia, existem várias páginas e comunidades dedicadas ao amor verdadeiro em várias redes sociais como o facebook, com partilha de fotos e poemas sobre amor verdadeiro.
Nicholas Sparks, escritor americano de vários romances populares afirma: "Finalmente entendi o que significa o verdadeiro amor. Amor quer dizer que você se importa mais com a felicidade da outra pessoa do que a sua própria. Não importa o quão dolorosas sejam as escolhas que você tiver que enfrentar. "

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Reprograme a sua mente.



Vou lhe dizer o que eu – laura botelho - acredito que se mudarmos a nossa maneira de ver o mundo – reprogramando-o – podemos ter uma vida numa qualidade superior a de muitos nesse planeta.

Falo de qualidade no sentido de ter consciência = perceber = e mudar a forma de nos comportar. Só aprendemos, assimilamos alguma coisa, quando mudamos nosso comportamento. Aprendizado é mudança de comportamento.

Diria que o que mais queremos e desejamos é ter saúde. Sem saúde não há como fazer ou querer muita coisa, pois ela interfere na nossa maneira de sentir e vivenciar as coisas ao redor. Sem saúde mental e física não há crescimento e viemos aqui para crescer e aprender.

Passo 1 - reprogramar a maneira de entender a saúde. Lembre-se que a qualidade de sua saúde é na verdade a qualidade de vida de suas células. Assim, oxigenar completamente seu sistema parece ser a prioridade número um, e respirar com eficácia é fundamental para boa saúde.

O problema é que a maioria das pessoas não sabe como respirar. E a meditação nos leva a essa técnica. Leve a idéia de saúde perfeita a seu cérebro – subconsciente. Quando se diz reprogramar algo, estamos dando novas formas de pensar ao nosso inconsciente. O nosso consciente acredita que já sabemos tudo, mas não é assim que a coisa funciona.Tudo que somos e pensamos está no subconsciente.

A doença não conhece outro objetivo que não o de nos ajudar a reparar as nossas «carências» e a tornar-nos sãos. Voltar ao equilíbrio de nossas programações é a finalidade da “enfermidade”, pois ela é a mensagem em choque com o que é sua maior verdade.

Se vc acredita que o mundo lhe deve atenção, as pessoas que a cercam lhe devem respeito e consideração por vc ser mãe, pai, mais velho, mais sábio, mais bonito, poderoso... tudo que lhe acontecer que não respeitar essa sua programação entrará em choque com seu subconsciente e lhe fará mal! Vc ficará doente... Toda a infecção é um conflito materializado. 

Acreditamos que o que nos faz mal são as viroses que assolam o mundo. O problema dainfecção não consiste na presença de agentes externos - como julgam os fanáticos da esterilização - mas na faculdade, na consciência de se conviver com eles. 
Os vírus e bactérias estão presentes dentro de nós e são responsáveis pela nossa saúde. 
O que nos deixa doente é o nosso desequilíbrio interior que faz com que eles semultipliquem desordenadamente não compreendendo as mensagens que chegam da mente confusa.

Na reprogramação, sua mente inicialmente se rebelará, pois não deseja ser retreinada, ser reprogramada. Mas você está no controle e se, se mantiver firme e concentrado, dentro de pouco tempo o novo modo de pensar ficará estabelecido e será extremamente gratificante tomar consciência de que vc está no controle de sua vida.
Uma das coisas mais fantásticas que devemos saber é que não precisamos saber como vamos nos curar, pois nosso programa de cura sabe como faze-lo, apenas temos que ter consciência que temos o poder de fazê-lo!
A Inteligência Universal ou a mente subconsciente descobrirá o "como". Os cientistas já constataram que construímos um novo corpo de onze em onze meses - portanto, do ponto de vista físico, temos realmente apenas onze meses de idade. Se você constrói um corpo imperfeito, com pensamentos de medo, raiva, ciúme e má vontade, o único responsável será você mesmo.
Vigie seus pensamentos. Cada pensamento aceito como verdade é enviado pelo cérebro ao seu plexo solar - o cérebro abdominal - e trazido ao seu mundo exterior como uma realidade em forma de tumor, diabetes, atrofias musculares, dores etc...
Aprender a linguagem do sitema energético humano é um meio para compreendermos a nós mesmos, um meio para suceder desafios espirituais. Cada zona do corpo transmite energía em uma frequencia específica, detalhada, e quando estamos sãos, todas estão “sintonizadas harmónicamente”
“Meditamos para encontrar, recuperar, ou retornar a uma sabedoria e uma felicidade que inconscientemente sabemos que possuímos, embora os conflitos e desafios da existência as tenham empurrado para um canto escuro de nossa cabeça”. (Lawrence LeShan)
Passo 2 - reprograme seus valores. Quais são os seus valores: O dinheiro é seu maior valor? A saúde? A sua familia? Sua carreira? 
Sua saúde depende do que vc acredita ser seu maior valor nessa vida. Reavalie e reprograme essa idéia.

Passo 3 – reprograme sua forma de ver as coisas. Como vc encara as coisas que vê? Pessimismo (acredita que as coisas não são fáceis de serem resolvidas, a coisa é muito complexa) Otimismo (acredita que tudo é possível, desde que tenha muita fé e faça a coisa acontecer) 

Passo 4 – reprograme a maneira como vc recebe a informação. Se vc é do tipo que não aceita aquilo que não for essencial para sua vida (sua programação)… como conhecerá uma nova visão?

Temos que ter os dois lados da questão para avaliar o que é mais pertinente a nossa vida. Procure o equilibrio!! Essas são as mais importantes para começar. Diria que é fundamental a maneira de ver as coisas. Cada pessoa é única no planeta e cada um de nós tem uma visão diferente do ambiente que o cerca.
Aprender a ver é ter conhecimento. Só vemos aquilo que conhecemos.
Reprograme essa idéia! 

laura botelho


domingo, 30 de agosto de 2015

Os benefícios do chá de casca de maçã com canela!!




A maçã é uma das mais deliciosas e populares frutas do mundo. Com a polpa suculenta e sutilmente adocicada, é matéria prima para várias receitas de doces e traz um bocado de nutrientes essenciais para a saúde. Mas não é somente a polpa da maçã que é deliciosa e benéfica, pois a casca dessa fruta também é rica em propriedades  saudáveis. Foi constatado em estudos que comer a casca da maçã ajuda a prevenir derrame cerebral, ataque cardíaco e também retardar o envelhecimento. É nessa parte da fruta que fica a maior concentração de fitoquímicos antioxidantes que fazem com que as chances de aparecerem células tumorais sejam diminuídas, ou seja, menos chances de ter câncer de mama, cólon e fígado. Uma das melhores formas de aproveitar os benefícios dos ingredientes contidos na casca de maçã é através de seu chá.

Ácido Ursólico e seus benefícios

Talvez seja um dos maiores benefícios da casca da maçã, o ácido ursólico. Ele foi descoberto em um estudo que buscava jeitos de prevenir a perda muscular que acontece com a idade e em decorrência de doenças. Esse ácido é aquela substância que deixa a maçã brilhosa e ele é responsável pelo fortalecimento muscular, controlar o açúcar no sangue e reduzir a gordura do corpo. Portanto, não espere chegar à terceira idade e evite a atrofia e as limitações de movimentos que são geradas nessa fase da vida. Invista nessa substância que potencializa os hormônios que cuidam da saúde dos músculos. O ácido ursólico é também encontrado no manjericão e na cereja, entretanto é na casca da maçã que está a sua fonte natural mais rica.
 Receita do chá da casca de maçã com canela
Ingredientes:
  • 6 xícara de chá de água
  • 2 cascas de maçãs nacionais bem lavadas
  • 2 pedaços de canela em pau
  • Mel
Modo de preparar:
Em uma panela, coloque as seis xícaras de água para ferver junto com as cascas das maçãs e a canela. Assim que começar a ferver, desligue o fogo, tampe a panela e deixe em infusão por 10 minutos. Coe, adicione o mel para adoçar, espere esfriar ou tome morno se preferir. O detalhe da canela deixa o gostinho ainda mais especial, deixa até a lembrança de uma deliciosa torta de maçã.