O amor de avó parece garantir um tempero especial a tudo o que elas fazem. E mais do que serem mulheres especiais que adoram dar doces para seus netinhos, ninguém deixa as roupas tão cheirosas como a vovó. Mas qual é o segredo dessas mulheres para que tudo fique tão perfeito?
Vó Cidinha recomenda separar roupas de lã e algodão na hora de lavar
Com 84 anos de idade, Elza Agrela criou três filhos e quatro netos na cidade de São Paulo. Para ela, a principal diferença entre antigamente e os dias atuais é a falta de sol para secar roupas. “Antes havia mais espaço e menos prédios que faziam sombra”, lembra. Na hora de lavar, Elza não se prende ao passado. “Eu gosto muito de usar produtos modernos, como tira manchas e amaciantes. Eu sempre deixo de molho as roupas, por algumas horas, com esses produtos”.
Já Maria Apparecida Malmegrim, ou vó Cidinha – como é conhecida por seus oito netos -, explica que uma das dicas mais importantes é separar bem as roupas por tipo de tecido e cor. “Não pode misturar, por exemplo, lã com algodão. Além de terem temperaturas diferentes para lavagem, o algodão pode encher de fibra que solta da lã e ficar cheio de pelos”, explica. Cidinha tem quatro filhas e um filho, e todos aprederam com ela como cuidar bem das roupas. “Não é só colocar na máquina que tudo fica bem. Tem que separar e deixar de molho”. Mesmo com 87 anos, é ela quem aconselha filhos e netos sobre a melhor forma de lidar com as manchas mais teimosa nas diferentes peças.
Em relação ao tempo de permanência das roupas no molho, Elza e Cidinha lembram que peças em tons mais fortes tendem a desbotar quando deixadas de molho por longos períodos. Elas reforçam ainda que aliam produtos próprios para roupas e máquinas de lavar a alguns truques dos temos em que eram mais jovens e não podiam contar com o arsenal de opções existentes atualmente no mercado.
Entre as dicas, Elza lembra que não se deve misturar roupas de uso pessoal com panos de limpeza. “Além de não ser higiênico, os panos de prato e de chão ficam em contato com produtos com cloro e outros químicos que podem manchar os outros tecidos”, explica. Da mesma forma, roupas de cor também não devem ser colocadas para lavar com peças brancas.
Quando o assunto é a roupinha dos pequenos, Cidinha é taxativa: o melhor é sempre lavar à mão. Ela lembra com carinho de quando lavava, no tanque, a roupinha de sua primeira filha, Rita de Cássia, cena que se repetiu ao longo dos anos com a chegada dos demais filhos e o nascimento dos netos. “Já lavei várias roupinhas de bebês da minha família. Quem sabe ainda dá tempo para mais um enxoval de algum bisneto?”.
As duas vovós fazem questão de frizar que os cuidados com as roupas, e de certa maneira também a família, ainda é do jeito que era antigamente: o truque é fazer tudo com muito amor, carinho e dedicação. “E separar a roupa”, lembra Cidinha.
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